sábado, 3 de agosto de 2013

DIABETES - prevenção e controle



O QUE É DIABETES?

O diabetes é uma doença em que há aumento da glicemia (açúcar no sangue). Ocorre porque o pâncreas não produz insulina suficiente, associada ou não a uma deficiência na ação da insulina no organismo.

Como se desenvolve o diabetes?

A glicose (açúcar) vem principalmente dos alimentos, mas o corpo também a produz. Quando nos alimentamos, o pâncreas libera uma quantidade maior de insulina para manter os níveis de açúcar no sangue normais.

A insulina é um hormônio que age transportando a glicose do sangue (absorvida da alimentação) para dentro da célula, para que sirva como fonte de energia. Trata-se de um hormônio essencial para a sobrevivência.

ENTENDENDO O DIABETES

A insulina também estimula as células musculares e hepáticas a transformar a pequena molécula de glicose na grande molécula de glicogênio, estimulando, assim, a lipogênese.

De forma simples podemos dizer que após metabolizada dentro da célula, a glicose é transformada em energia. Isto só é possível porque a insulina age aumentando a permeabilidade da membrana celular, o que permite que a célula receba a glicose e a transforme em energia, para, assim, realizar todas as suas funções.

As PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS desta doença são: hiperglicemia, ou seja, uma elevação da quantidade de glicose no sangue e glicosúria (presença de açúcar na urina).

Entre seus SINTOMAS mais freqüentes estão: o aumento da freqüência em urinar, sede exagerada, apetite exagerado, perda de peso sem explicação, coceiras, doenças na pele, inflamações dos nervos, etc. Como as condições descritas acima podem estar presentes em outros tipos de doença, é fundamental que você faça uma avaliação médica para que os diagnósticos clínico e laboratorial (por meio de exames de sangue) sejam feitos de forma adequada.

Bom controle

Por ter esta deficiência na produção de insulina, o diabético deve evitar doces, massas (pois estas ao serem metabolizadas dentro de nosso organismo são transformadas em glicose), bebidas alcoólicas, etc.

É importante que o diabético sempre controle sua alimentação, pois agindo assim, conseguirá levar uma vida com menos riscos de ser acometido pelas complicações tão comuns aos portadores de diabetes.

Há dois tipos de DIABETES , o TIPO 1, neste, seu portador é dependente de insulina. Os mais acometidos por este tipo são crianças e adolescentes.

E o DIABETES TIPO 2, que ao contrário do tipo 1, seus portadores não são dependentes de insulina e sua maior incidência se dá entre os adultos.

Tratamento DIABETES TIPO 1

É fundamental a compreensão do tratamento:

No diabetes tipo 1, como o pâncreas não produz insulina, e este é um hormônio essencial à vida, o tratamento é necessariamente com reposição de insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Por ser uma proteína, ela não pode ser ingerida por via oral, pois, nesse caso, seria digerida pelas enzimas do aparelho digestivo.

Para o controle adequado são necessárias tanto uma insulina de ação lenta (controla a glicemia de jejum e entre as refeições) quanto uma insulina de ação rápida (controla a glicemia após a refeição).

Tratamento DIABETES TIPO 2

No diabetes tipo 2 há uma combinação de insuficiência de secreção de insulina pelo pâncreas com um aumento na resistência à sua ação.
Inicialmente o tratamento do diabetes tipo 2 pode ser apenas com dieta e exercício físico, mas, com o passar do tempo, provavelmente serão necessários comprimidos, insulina ou a associação dos dois.

Alguns comprimidos agem aumentando a secreção de insulinas, outros, diminuindo a resistência à ação desse hormônio. Às vezes, o diabetes tipo 2 é descoberto por acaso e pode estar muito descontrolado, já necessitando de insulina desde o início.

Esse é o caminho natural do tratamento e usar insulina não significa piora ou agravamento do diabetes.

Os comprimidos são frequentemente usados em combinação com outros hipoglicemiantes, principalmente quando têm mecanismos de ação diferentes. Podem, também, ser associados à insulina. O tipo de tratamento a ser adotado para cada paciente é uma decisão do médico, de acordo com cada caso.


São fatores de risco para o desenvolvimento de DIABETES TIPO 2:

História familiar de diabetes tipo 2
Idade acima de 45 anos
Evidência de tolerância à glicose comprometida
Inatividade física
Sobrepeso (acima do peso normal)/Obesidade
Antecedente de diabetes gestacional

POR QUE CONTROLAR BEM O DIABETES?

Quando o diabetes não é bem controlado, após alguns anos, podem surgir problemas nos olhos, rins, nervos e vasos que podem levar ao prejuízo da visão, perda da função renal, amputação de membros inferiores, infarto e derrame. O bom controle do diabetes é fundamental para evitar tais complicações.

COMPLICAÇÕES

Hiperglicemia (açúcar alto no sangue)
Hipoglicemia (açúcar baixo no sangue)

Nefropatia
Retinopatia
Neuropatia
Derrame (acidente vascular cerebral)
Infarto

COMO SABER SE O DIABETES ESTÁ BEM CONTROLADO?

Avaliação clínica:

Ir ao médico, ao dentista e ao nutricionista

Veja alguns exames laboratoriais que avaliam a glicemia e seu controle:

Glicemia antes das refeições Menor que 110mg/dL*
Glicemia 2 horas após as refeições Menor que 140mg/dL*
HbA1c Menor que 6,5%*

* Valores de referência estabelecido pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes).

Os objetivos de controle glicêmico devem ser estabelecidos pelo médico e dependem da faixa etária e da sensibilidade aos sintomas de hipoglicemia.

Automonitorização

Realizar exame de ponta de dedo (glicemia capilar) e de urina, como orientado pelo seu médico.

Para garantir o bom controle do diabetes, além da glicemia, devemos:

Manter a pressão arterial controlada, reduzindo as chances de infarto e derrame;
Manter o colesterol controlado, evitando problemas no coração;
Manter o peso controlado, reduzindo as chances de desenvolvimento de outras doenças, como a hipertensão arterial, por exemplo.

PRINCIPAIS TIPOS DE INSULINA:

Existem insulinas humanas e análogas.
As insulinas humanas (NPH e Regular) têm estrutura molecular semelhante à insulina produzida pelo pâncreas humano.
As insulinas análogas tiveram a sua estrutura molecular modificada, com o objetivo de alcançar um perfil de ação mais próximo do fisiológico.
Existem análogos de ação lenta, rápida ou bifásica.

Para cada paciente, uma determinada insulina é mais adequada. Essa é uma decisão do médico, de acordo com cada caso. O importante é a busca do bom controle glicêmico.

Também estão disponíveis sistemas de aplicação (canetas) prontos para uso. Com essas canetas, o paciente não precisa trocar o refil, uma vez que elas já vêm preenchidas. Basta colocar a agulha, ajustar a dose e aplicar.

As agulhas utilizadas nas canetas são bastante finas e pequenas.

Você sabia?

- 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. Nesta data, ocorrem campanhas e projetos destinados à informar a população sobre a gravidade da doença, prevenção, sintomas, tratamentos e formas de controle.

APLICAÇÃO DE INSULINA

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